sexta-feira, 15 de junho de 2018

CELULARES

Basta clicar na palavra "Início" aí acima. 

ÍNGREME CAMINHO



10/06/2018
No meu caminho, uma subida,
e na subida, uma curva fechada.
A esperança não está perdida,
Há sempre luz no fim da estrada.

      O céu, já nublado,
de repente se fechou.
Ninguém ao meu lado,
tudo acabou.

Sozinho, na caminhada,
passo a vida a meditar...
Há um desvio na estrada,
Será esse a tomar?

O que eu podia ter a Deus dei,
a juventude foi embora,
à velhice já cheguei!
Meu Deus, o que faço agora?

As pessoas que ajudei
andam aí pelo mundo!
Quantas lágrimas derramei
para tirá-los do fosso profundo!

No desvio, a oração,
com prazer abracei!
Restou meu coração,
que finalmente resgatei!

terça-feira, 22 de maio de 2018

O RECADO


22/05/2018

A luz do sol
violenta aquela sala,
se reflete num copo vazio de uísque,
esquecido no tapete,
e repousa sobre um jovem,
adormecido,
que jaz no sofá, ainda bem vestido,
como se fosse a um encontro.

O dia, recém chegado,
deletou de sua mente
os últimos lampejos,
embriagados,
das apaixonadas ilusões
ainda da noite agitada,
que acabara de falecer.

Se ainda restasse alguma esperança
naquele angustiado coração,
estaria adormecida,
ou, por que não dizer,
arrefecida!

No celular,
jogado no canto do sofá,
ainda estava ativa
uma mensagem dolorida:
“Carlos, me esqueça”!
“Não dá mais”!

quinta-feira, 3 de maio de 2018

O MUNDO QUE VEJO



03/05/2018

No inverno, alegrias rarefeitas...
No verão, tristezas imensas...
Nada mais me alegra!

O mundo vomita cicuta, 
A política se disputa, 
mas você pode escolher o seu gênero... 

Nada mais é preciso, 
tudo se torna indeciso, 
não sei se estou no verão ou no inverno!

Lembro o colo materno, 
a segurança ingênua, 
a bondade particularizada!

Os corações se esclerosaram, 
As compras se endeusaram, 
abundou-se a tristeza!

Muitos comem enfastiados, 
outros lutam desgraçados,
não conseguem pão na mesa...

Aparições de Maria, 
acabou-se a guerra fria, 
previsões de holocaustos...

Enquanto isso, no notebook,
sentado numa cadeira,
eu simplesmente escrevo, 
ao lado de um copo de uísque...

segunda-feira, 12 de março de 2018

OÁSIS


12/03/2018
OÁSIS

O caminho é de pedras
que ferem os meus pés,
o horizonte é sombrio,
esconde a esperança!
O sol, escondido,
se recusa a me aquecer,
o frio de minha alma
congela o meu coração.

Nada à vista,
nenhum pássaro,
nenhuma flor,
nenhuma árvore.

O único Oásis
que vejo possível
é teus braços,
que me amam,
que me confortam!

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

MADAME SOLIDÃO


(01/01/2028)

A solidão deprime,
reprime a Consolação...
A solidão devassa,
arrasa o coração...

Com Jesus na cruz,
com Pedro em seu pecado,
com o rico traído,
com o menor abandonado...

Nos hospitais é a grande dama,
reina em toda cama!
Nos asilos, no envelhecimento,
ela ataca a todo momento.

Na mesa do bar
aperitivo principal,
escurece todo horizonte,
sangra o melhor jornal.

As músicas ela entristece,
não suporta o “allegro”,
Só as notas da “Tristesse”,
Ou de Albinoni o “Adágio”.

Ó solidão, minha amiga!
Não se faça de rogada!
Se não fosse sua cantiga,

Eu não escreveria nada!

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

O COPO DE CERVEJA

19/12/17

Um simples copo,
cerveja espumada,
copo suado,
duas lágrimas solitárias
descendo pela face que o segura...

A frágil mesinha,
sustentando seus cotovelos,
também sustenta sua tristeza...

Suas mãos,
espalmando seu rosto,
sentem o leve tremor
causado pelo pranto contido.

Despedida...
saudade antecipada,
memórias vivas do passado,
que agora termina.

O futuro se descortina,
mas é um imenso vazio!
É uma tela branca,
nela nada se vê...
Apenas algumas nuvens,
de chuva ou de poluição?
Ainda não se vislumbra...

Apenas uma esperança,
uma réstia de luz,
uma suave melodia
no silêncio do nada.

O copo de cerveja já está vazio,
o momento de ilusão terminou,
esse momento de paz
quão pouco durou!

Ele já se foi.
A mesinha, ainda tristonha,
é despojada de seus adereços,
se esvazia,
e nada mais lembra
da triste agonia
que há pouco presenciou.

Um copo de cerveja,
em cima da mesa,
não é uma certeza,
mas pode sugerir a solução! 

QUANDO O SILÊNCIO...

19/12/17


“Quando um profundo silêncio
a tudo envolvia,
no meio da noite escura”,
nascestes numa manjedoura,
entre palhas e animais,
num cocho de capim...

A única estrela no céu escuro
aos magos se mostrava,
enquanto luzentes Anjos
aos pastores cantavam:

“Glória a Deus nas alturas!
Paz na terra aos que Deus ama”!

Aos que Deus ama...
aos que Deus imita,
em sua real pobreza!

Deus imitou os pobres!
Deixou os ricos de lado!
Nasceu num cocho,
superou até os mais pobres,
que nascem numa cama!
Simples, com farrapos,
colchão velho,
mas numa cama!

Muitos vivem a vida
imitando os ricos,
vivendo com os menos pobres,
preferindo os abastados,
os melhores lugares,
os melhores banquetes,
as melhores posições!

Deus imitou os pobres,
deixou os ricos de lado,
enquanto imitamos os ricos,
deixando os pobres na sarjeta!
Enquanto negamos os pobres,
bajulamos os ricos!

Sede bem vindo, Jesus,
amigo dos pobres,
dos esfaimados,
dos aleijados,
dos doentes,
dos estropiados,
dos leprosos,
dos que sofrem!

Perdoai se não vos seguimos!
Não queremos estar com os pobres,
Não queremos estar com os que sofrem!
Queremos apenas paz,
sombra,

água fresca!

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

FELIZ E SANTO NATAL



Desejo a todos e a todas uma santa preparação para o Natal neste tempo de Advento, e um FELIZ E SANTO NATAL. 


F rente a frente convosco, Senhor,
E u me sinto em falta,
L uto na ação social, no amor,
I nerte diante dos males do mundo,
Z eloso por mim, indiferente pelos outros.

N as palhas do presépio me ensinais
me encontrar convosco nos pobres,
T anto nos da matéria como nos do espírito,
A mpará-los, socorrê-los,
L evá-los a conhecer-vos, a amar-vos.

E nsinai-me, Senhor, a amar, a partilhar!

A o ver tanta miséria e tanta dor,
N utro no coração um grande amor,
O ro com ternura, peço-vos perdão.

este mais um Natal em minha vida,
O uço as vozes dos que vos clamam,
V olto-me a vós e vos imploro:
O lhai por todos nós, Senhor,e dai-nos a   vossa paz!

MENSAGEM DE NATAL

Amigo, amiga,
Feliz Natal, apesar das milhares de crianças abortadas diariamente!

Feliz Natal, apesar de você talvez estar atrás das grades de uma prisão, muitas vezes por um crime que não cometeu!

Feliz Natal, apesar das guerras, do racismo, dos roubos milionários dos políticos, dos desvios do dinheiro da merenda escolar, dos crimes e da violência de nossa sociedade!

Feliz Natal, apesar da hipocrisia com que muitos hoje virão saudá-lo (a), mas nem sequer perguntarão como você está!

Feliz Natal, apesar do dinheiro gasto em coisas supérfluas, que a mídia garantiu fazer-lhe feliz, muitas vezes usado para manter a máscara de que nosso Natal é feliz!

Feliz Natal, apesar de que talvez você esteja agora numa cama de hospital!

Feliz Natal, mesmo que agora suas lágrimas denotem o seu abandono, solidão, falta de carinho e de amor, da parte daqueles que você jurava e até brigava para provar que o (a) amavam!

Sim, amigo, amiga, Feliz Natal, pois comemoramos hoje um Deus que, deixando todas as suas divinas e celestes mordomias, entregou-se a nós num cocho de capim, na pobreza, na humilhação, na simplicidade do presépio e numa vida aparentemente inútil!

Feliz Natal, amigo, amiga, e, a propósito, você lembrou-se do aniversariante de hoje?

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

A TESPESTADE

29/11/17
A TEMPESTADE

A tempestade se foi,
mas...
antes que eu pudesse sorrir,
antes que eu pudesse sonhar,
antes que eu pudesse cantar,
um vendaval varreu minhas ilusões,
deixou a desnudo a realidade.

Todos os meus sonhos se foram,
diluídos como algodão doce na água,
aquele mesmo que, em criança,
tanto me fez sorrir!

A rudeza do mundo imbecil
se mostra com toda a ironia.
O desejo insano de justiça
amarga e injustiça a verdade escondida.

Qual é a verdade disso tudo?
Não sei... está perdida!